Restaurante URU e o resgate das raízes locais

A ideia do restaurante URU é  usar insumos da região para desenvolver um cardápio com a técnica e sabor da culinária DOC, sucesso do trabalho desenvolvido no Restaurante O Mar Menino, em Fortaleza. “Na cozinha DOC (Denominação de origem cearense), nós investigamos elementos corporais, ingredientes e receitas antigas para que se trabalhe o que a gente tem no Ceará com uma visão mais moderna. De colocar a cozinha cearense no mesmo patamar de qualquer cozinha do Brasil e do mundo.”, declara Léo, chefe premiado e responsável pelo restaurante, que fica no mesmo local da Pousada Café Zapata.

É uma proposta que valoriza o produtor local e a cultura da região, dando oportunidade do visitante experimentar receitas originais.

No dia 27/05/2018 tivemos a oportunidade de visitar pela primeira vez e nos surpreendemos com a Muqueca vegana, o Sururu com molho de tomate defumado e bacon, além da diversidade de drinks maravilhosos, faltou espaço para experimentar o restante dos pratos. Agora é questão de tempo para conhecer o cardápio…

Sobre o Chef Léo Gonçalves

Nascido no Recife há quatro décadas, Leonardo Gonçalves viveu da infância à juventude em Fortaleza, onde se formou em publicidade. Com o diploma embaixo do braço, rumou para São Paulo e trabalhou por mais de uma década como redator de algumas das maiores agências do país, entre elas a Lew’Lara\TBWA, a Fischer e a DPZ&T. No meio-tempo, adquiriu gosto pela cozinha e lançou o blog Trivial ou Nem Tanto, no qual postava receitas e registrava suas aventuras com as panelas. “Quando dei por mim, não queria mais trabalhar com publicidade”, lembra ele, que disse adeus à profissão em 2013. Em vez de buscar um curso profissional, o aspirante a cozinheiro decidiu bater à porta de alguns dos maiores chefs do país, sempre se oferecendo como estagiário não remunerado. O primeiro sim veio de Alberto Landgraf, então à frente do extinto Epice, em São Paulo. Em seguida, ele passou a se dividir entre o Mocotó e o Esquina Mocotó, tocados por Rodrigo Oliveira, estagiou com Roberta Sudbrack, no Rio de Janeiro, e foi parar no Remanso do Peixe, de Thiago Castanho, que fica em Belém. No retorno a São Paulo, passou ainda pelo Vito, à época sob o comando de André Mifano, e depois voou para Lima, para trabalhar no La Central. “Foi um ano de aprendizado intenso”, lembra Gonçalves. De volta a Fortaleza determinado a reinventar a gastronomia cearense, ele abriu as portas do Mar Menino em dezembro de 2015. (Por Revista Veja)

Comer bem em Icaraizinho: Novo Aroma no ar….

No mês de março pudemos conhecer um novo espaço aberto para jantar aqui na rua da Hula Hula Brazil Pousada. Trata-se do mesmo espaço onde funcionava o Caipi Bar, famoso pelos drinks e festinhas, liderado pelo amigo Fabio Junior, que está em Jericoacoara agora.

Começando pela estrutura, o espaço é bastante autêntico e agradável, onde se pode colocar os pés na areia, e aproveitar o espaço disponível entre as mesas. para quem gosta de tranquilidade é muito legal, pois o espaço é aberto e espaçoso, tem até um cantinho com poltronas e mesas baixas, onde pode-se tomar um drink e comer uns aperitivos.

Eu particularmente gosto de locais tranquilos para fazer minhas refeições, e prezo muito pelo atendimento. Este espaço tem estas características que já me ganharam, sem provar a comida.

Quem está a frente são as duas irmãs (Ana e Raquel), que viveram fora do país (Barcelona, Nova York, etc) e retornaram ao Brasil, e fora indicadas para vir para Icaraizinho, pelo Clayton do Restaurante Brisa Bistrô, que já recomendamos por aqui.

Agora, o assunto é comida e vamos falar da experiência inicial. Sabemos que qualquer tipo de serviço necessita de tempo para se formar uma opinião consistente sobre a qualidade, mas não podemos deixar de informar aos nossos clientes sobre o que acontece a nossa volta, principalmente sendo tão perto.

Optei por pedir uns aperitivos sem carne (batata-doce e brócolis), camarão com uma espécie de carpaccio de palmito, e no prato principal fui no filet mignon, apesar de estar reduzindo drasticamente o consumo, é um tipo de prato que não temos a mesma qualidade que os frutos do mar na região. Os frutos do mar é quase que obrigação servir bem, afinal estamos na beira da praia, mas a carne vermelha não é preparada da maneira que gosto. Tenho uma gaúcha em casa e sempre comi carne mal passada e tenho dificuldade de comer carne neste ponto.

Meu prato foi um Filet Mignon alto (chateaubrian) com molho de pimenta e cebola. Estava muito bem feito. Tivemos outra cliente que pediu o mesmo prato e gostou muito. O prato é individual e o preço foi justo. De sobremesa sorvete de manga caseiro, sem estes aditivos químicos que estamos acostumados…

Pedimos também um risoto de Sororo, que não é comum comer por aqui. Pontos para a ousadia de servir um prato tão diferente. O prato estava muito bem servido na quantidade e super bem apresentado, com sabor a altura.

Hummm, acabei destacando muito a carne vermelha, mas o restaurante oferece massa a bolognesa(porção kids ou adulto), risoto de brócolis com camarão, strogonoff de filet mignon e pescado do dia, com acompanhamentos leves como creme de abóbora, salada, salteado de abobrinha, etc.

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